REC Comunicação

REC

Comunicação

Revista de Estratégia & Comportamento

As Pedras Que Dei à Luz - Cap. 06 (final)

Uma história sobre dor, humor e o poder de ouvir o próprio corpo. Capítulo 6 – Quando o Corpo Aprende a Falar

Autor: Juarez CamargoPublicado: 12/10/20254 min min de leitura
As Pedras Que Dei à Luz - Cap. 06 (final)

Capítulo 6 – Quando o Corpo Aprende a Falar. O reencontro entre corpo e alma.

Hoje, quando olho para o frasco onde guardo minhas antigas companheiras, não vejo mais inimigas. Vejo memórias sólidas — fragmentos de mim mesmo que um dia o corpo expulsou pra sobreviver. Durante anos, pensei que as pedras fossem castigos — defeitos de fábrica da minha genética. Mas, com o tempo, percebi que eram mensageiras. Cada uma trazia um recado que eu teimava em não ouvir: “Cuide-se. Respire. Pare de ignorar o que o corpo tenta dizer.” No fundo, a dor é um idioma que a gente só aprende quando escuta com humildade. E foi preciso que meu corpo gritasse para que eu finalmente entendesse o que o silêncio tentava me contar. Hoje, compreendo: Cada pedra foi o ponto final de um parágrafo mal escrito da minha rotina. E cada nova tentativa de viver melhor é uma nova página sendo escrita com mais consciência. Transformar dor em palavra foi a minha cura. Escrever este livro não foi apenas lembrar — foi reconciliar. Foi aceitar o que doeu e agradecer o que ficou. As pedras me ensinaram que a vida é feita de escolhas invisíveis: o copo d’água que deixamos de tomar, o descanso que adiamos, a emoção que engolimos sem digerir. E, às vezes, essas escolhas se solidificam dentro de nós, esperando o momento certo de nos acordar. Hoje, se eu pudesse falar com a primeira pedra que dei à luz, diria apenas: “Obrigado. Sem você, eu não teria aprendido a viver em paz com o que me dói.” E assim, com um sorriso leve e um copo d’água na mão, encerro essa história. Porque, no fim das contas, o corpo só quer o que a alma também quer — leveza. ________________________________________ ✨ As Pedras Que Dei à Luz Um livro sobre dor, humor e o poder de escutar o próprio corpo.

Compartilhar
WhatsApp

Continue lendo